2 de fev de 2012

Momento poetisa.. (o.O)

Hoje vão ser duas postagens, mas é porque eu encontrei um outro blog que comecei uma vez.. Em uma postagem, de agosto de 2009, tem um 'poema' que escrevi. Naquele momento eu estava muito querendo ter um filho, mas cheia de dúvidas. Bom, aí vai:

eu quero.
mas ao mesmo tempo não quero.
quero ainda e não quero mais. ou não quero agora?

eu tenho pressa. minha juventude(?) se acaba(?) ali na próxima esquina.
o melhor de mim se vai na rotina.
o que eu tenho a oferecer?
não sei. tu sabe?
o que é necessário ter para oferecer?
vida só não basta?
calor/amor não chega?
o que mais é preciso?

se não fossem os "SEs" tudo seria diferente.
se não fossem os "nuncas" tudo seria diferente.
se não fossem os medos tudo seria diferente.
tudo seria.
seria?

nosso tempo está acabando.
nosso? de alguém.
quero VIDA. vida nova. vida diferente. vida vida. vida viva. viva vida!
Finalmente consigo sentar aqui de novo para escrever..
Nos últimos 3 dias o Iann não dorme antes da 01:30 da manhã!!
Daí é um tal de mama um pouco, chora, vai pro chão brincar, chora, mama mais um pouco, morde o peito da mãe, chora, mama de novo, chora, vamos pra cama, mama e chora, vamos pra sala, chora, mama, chora, brinca de novo, chora, mama outra vez, chora... E nessas a mãe sem conseguir nem jantar ainda, comendo pão pra enrolar a barriga.
E lá se vão as 22:00, 23:00, 00:00.. E nada do guri se entregar! Esse sim, é um guerreiro! Fica que não se aguenta de sono, vai engatinhar e cai, porque cochila, mas não se deixa vencer, não fecha os olhos, quer brincar até o últiiiiiiiimo instante, até os 50 do segundo tempo. Não, até os 15 do segundo tempo da prorrogação.
Hoje era 01:00 e fui obrigada a colocar ele dentro da banheira, o coitadinho tava escorrendo suor..
Depois disso, deita na cama, mama, faz carinho na mamãe, e dorme, porque também ninguém é de ferro, né mãe?

Uma arte da noite:
Ele se enfiou embaixo da mesa e estava querendo pegar os fios do computador. Eu dizia que não, ele ficava me olhando, e continuava. Foi assim umas 3 vezes, até que eu peguei ele no colo pra 'conversar sério'. Ele não teve dúvida: me lançou um sorriso de filhote de gato e me fez um carinho no rosto. Como eu podia falar sério depois disso?? E ele rindo da minha cara!!
É, as crianças aprendem cedo como lidar com os pais...